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Blog · Parcerias

Empresas que fazem a diferença: como o investimento social chega às crianças

O investimento social das empresas cresceu no Brasil e é cada vez mais valorizado pelo público. Veja como uma empresa, de qualquer tamanho, pode apoiar uma casa de acolhimento.

Quando uma empresa decide apoiar uma causa social, o efeito vai muito além do valor doado. Ela mobiliza funcionários, clientes e fornecedores, e mostra na prática que faz parte da comunidade onde atua. Para uma casa de acolhimento, uma parceria assim pode significar meses de tranquilidade.

Neste texto, mostramos o que dizem as pesquisas sobre o investimento social das empresas no Brasil e como uma empresa pode começar.

O investimento social está crescendo

A pesquisa BISC, da Comunitas, acompanha há 18 edições quanto as empresas brasileiras investem em causas sociais. Segundo a edição de 2025, divulgada pela Agência Brasil, empresas e instituições destinaram mais de R$ 6,2 bilhões a projetos sociais em 2024. Foi um crescimento de 19,4% em relação ao ano anterior.

O mais interessante é de onde veio esse dinheiro. Os recursos próprios das empresas, que não dependem de incentivo fiscal, somaram R$ 4,79 bilhões, alta de 35%. Os recursos incentivados ficaram em R$ 1,42 bilhão.

Na mesma reportagem, a Comunitas observa que as empresas perceberam que não vão resolver sozinhas problemas sociais tão grandes. Por isso, cresce o coinvestimento, em que empresas se juntam a parceiros do mesmo setor ou da mesma cadeia para multiplicar o impacto.

O público valoriza quem ajuda

As pessoas reparam nas empresas que se envolvem com causas sociais. Na Pesquisa Doação Brasil 2024, do IDIS, 70% de quem doou para emergências disse valorizar e lembrar das empresas que também doaram nessas situações. Além disso, 46% acharam que as empresas não doam o suficiente.

Ou seja, existe espaço e expectativa para que as empresas participem mais. E a mesma pesquisa mostra que a causa das crianças é a mais procurada por quem doa para organizações, citada por 32% desses doadores.

Funcionários que viram voluntários

O apoio de uma empresa não precisa ser só financeiro. A pesquisa Voluntariado no Brasil 2021, do IDIS com o Datafolha, mostrou que 15% dos voluntários do país atuam por meio de programas de voluntariado corporativo. Entre eles, 42% fazem isso com frequência definida.

Programas desse tipo aproximam os funcionários de causas reais e fortalecem o espírito de equipe. Numa casa de acolhimento, porém, o voluntariado precisa ser combinado com a equipe da casa, com regularidade e sem exposição das crianças.

Como uma empresa pode apoiar uma casa de acolhimento

Não é preciso ser uma grande corporação. Comércios do bairro, escritórios e pequenas indústrias também podem fazer muita diferença. Algumas ideias:

  • Doação mensal da empresa. Um valor fixo por mês dá previsibilidade à casa e ajuda a planejar compras e contas.
  • Campanha interna. Arrecadação de alimentos, leite, produtos de higiene ou agasalhos entre os funcionários, combinada antes com a casa.
  • Doação casada. A empresa dobra o valor que os funcionários doarem num período.
  • Serviços e produtos. Manutenção elétrica, reparos, gráfica, alimentos ou itens de limpeza doados diretamente.
  • Conhecimento. Apoio em contabilidade, comunicação, jurídico ou tecnologia, com profissionais da empresa.
  • Imposto de Renda. Empresas tributadas pelo lucro real podem destinar parte do imposto devido aos fundos da infância. Explicamos como funciona no artigo sobre Imposto de Renda aqui no blog.

Ajudar com responsabilidade

Uma parceria com uma casa de acolhimento tem um cuidado especial. As crianças e os adolescentes não podem aparecer em fotos, vídeos ou peças de divulgação. O Estatuto da Criança e do Adolescente protege a imagem e a identidade delas.

Isso não impede a empresa de comunicar o apoio. É possível mostrar a doação, a campanha e a equipe envolvida, sempre sem rostos e sem dados das crianças. A empresa ganha credibilidade, e as crianças continuam protegidas.

A PROHACC está de portas abertas

A PROHACC cuida de cerca de 18 crianças e adolescentes em Perus, bairro da cidade de São Paulo, desde 1997. Não temos convênio com o governo. Desde 2020, a casa convida no Instagram empresas que queiram se tornar parceiras a entrar em contato.

Se a sua empresa quer apoiar, fale com a gente pelos canais do site. Assim combinamos juntos o formato de apoio, sempre com a proteção das crianças em primeiro lugar. Veja também todas as formas de ajudar na página Como ajudar.

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Fontes

  • Agência Brasil. Investimento social de empresas e instituições cresceu 19,4% em 2024, 23/10/2025 (pesquisa BISC 2025, da Comunitas): https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-10/investimento-social-de-empresas-e-instituicoes-cresceu-194-em-2024
  • IDIS. Pesquisa Doação Brasil 2024, infográfico de resultados: https://www.idis.org.br/wp-content/uploads/2025/08/InfograficoDigital_PDB_2024.pdf
  • IDIS e Instituto Datafolha. Pesquisa Voluntariado no Brasil 2021, livro digital, 2022: https://www.idis.org.br/en/wp-content/uploads/sites/3/2022/10/Livro-Digital-Voluntariado-no-Brasil-ENGLISH_2022.pdf
  • Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei 8.069/1990, arts. 17 e 260: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
  • PROHACC no Instagram (@prohacccasa), post de 04/05/2020, convite a empresas parceiras: https://www.instagram.com/p/B_yCBiYAXJ5/

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